artigos, comentários, denúncias, notícias e reportagens sobre meio ambiente, comportamento e projetos para o desenvolvimento sustentável.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Desmatamento ZERO na Amazônia
Os governos comemoram quando é constatado que o índice de desmatamento caiu ou se mantém o mesmo com relação ao ano anterior na Amazônia, ou seja, o desmatamento continua acontecendo no mesmo ritmo alucinante.
Chega de enganação! Temos que correr atrás do desmatamento ZERO!
quarta-feira, 11 de março de 2015
Corte dos royalties e crise na Petrobras afetam cidades produtoras do RJ
Macaé: da Princesinha do Atlântico à Capital do Petróleo Fotos: Rômulo Campos
Se o País se prepara para um ano economicamente fraco com crises de abastecimento hídrico e apagões, redução de repasses aos municípios, aumento de tarifas, impostos e preços, as cidades produtoras de Petróleo do Estado do Rio de janeiro têm, além destas mazelas, mais três grandes problemas: a redução dos royalties, por força da lei 12.734 de 2012, a queda do preço do barril de petróleo, e a crise na Petrobras que promete retrair muitos dos investimentos programados para a região.
O valor dos royalties recebidos por 10 municípios produtores
no mês de fevereiro de 2015, caiu , em média, 45,61% em relação a fevereiro de
2014, totalizando em valores absolutos, R$ 143 milhões de redução de receitas
na região. Como se não bastasse, muitas cidades também estão perdendo receitas
próprias e postos de trabalho com o encerramento das atividades de empresas
ligadas ao setor de petróleo e gás, diante das incertezas sobre o futuro da
Petrobras e os investimentos anteriormente previstos, desde que os primeiros
escândalos de corrupção passaram a vir à tona através da mídia.
Este cenário crítico fez com que Campos dos Goitacazes, Macaé,
Niterói, Quissamã, Carapebus, Conceição
de Macabu, São João da Barra, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras, Arraial do
Cabo, Búzios e Cabo Frio, cidades tradicionalmente recebedoras de royalties por
estarem localizadas na área de abrangência do processo produtivo de petróleo e
gás e por sediarem instalações do setor, passassem a tomar medidas drásticas em
suas administrações públicas.
Redução dos valores de contratos, cargos de comissão e
salários, suspensão de serviços à população, além de festas e eventos do
calendário municipal, reformas administrativas com extinção e fusão de
secretarias, são algumas das medidas tomadas em conjunto por estes municípios. A
medida mais radical foi tomada pelo Prefeito de Arraial do Cabo no mês de
janeiro, que destituiu todo o seu secretariado, passando a despachar
pessoalmente como titular de cada pasta da administração pública municipal.
Motivados pela crise, prefeitos e vereadores da região têm
se reunido e adotado a estratégia de propor medidas coletivas com o objetivo de
reduzir os impactos causados pela crise econômica. Um dos principais consensos
é o foco na redução do custeio das máquinas administrativas, mantendo os
esforços de investimento, sempre reclamados pela indústria offshore, principalmente
no que diz respeito à mobilidade, sério entrave na logística operacional do setor.
Com a inclusão do Comperj – Complexo Petroquímico do Rio de
Janeiro, nas irregularidades investigadas pela Operação Lava Jato, outros
municípios que se preparavam para um vertiginoso crescimento econômico como Itaboraí,
sede do empreendimento, Rio Bonito, São Gonçalo, Maricá e Niterói, sofrem com o
desemprego e desinvestimentos na região, principalmente nos setores da
construção civil, serviços e hotelaria. Segundo o Sindicato dos Empregados em Empresas de Montagem e Manutenção
(Sintramon), somente em janeiro deste ano, cinco mil trabalhadores foram
demitidos de empresas terceirizadas.
Estagnação na Capital
do Petróleo
Em Macaé, cidade que sedia grande parte da estrutura que dá
suporte à produção da Bacia de Campos, os efeitos da crise são sentidos nas
ruas, na movimentação do comércio e dos hotéis, bastante reduzidos com relação
a períodos anteriores. Estima-se que cerca de 100 empresas estejam em pleno
processo de encerramento de suas atividades no Município, e que cerca de 20 mil
postos de trabalho foram desocupados desde o inicio do ano de 2014, oito mil
somente este ano.
Estes números tendem a aumentar quando se contabilizam as
demissões, exonerações, reduções e cancelamentos de contratos de serviços que
vêm acontecendo no âmbito da Prefeitura Municipal, e o agravamento contínuo da
crise que afeta a Petrobras na medida em que avançam as investigações da
Operação Lava Jato.
Quando se iniciou a produção de Petróleo na Bacia de Campos
no final da década de 1970, as análises técnicas apontavam para um declínio
radical na produção ainda na década de 1990, o que acabou não acontecendo por
conta dos avanços tecnológicos que permitiu a produção em águas mais profundas.
Foi em 1997 que os royalties passaram a ser significativos
para o orçamento municipal de Macaé e dos demais municípios produtores, sem que
nenhum deles tenham se preparado para um cenário de declínio da produção,
previsível por ser o Petróleo um recurso finito e não renovável, a despeito dos
alertas dos ambientalistas que sempre defenderam a aplicação dos royalties no
desenvolvimento de outras atividades econômicas sustentáveis.
Cidades como Búzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo e Rio das
Ostras que tinham sua economia ancorada no turismo, mas que também foram
impactadas por conta das migrações de populações desqualificadas
profissionalmente, ainda têm na atividade uma esperança de se manterem apesar
dos parcos investimentos feitos no setor.
Campos dos Goitacazes, o maior recebedor de royalties por
uma simples questão geográfica, não sediando em seu território as estruturas
operacionais da produção, não teve grandes crescimentos populacionais nem os
impactos sociais e ambientais como sua vizinha Macaé. Da mesma forma, a pequena
Quissamã também não sofreu estes impactos, não cresceu excessivamente, mas
contabilizava uma renda per capta digna de alguns países europeus.
Em Macaé a situação é diferente. Principal base operacional
da Bacia de Campos, e com um crescimento populacional de 488% em 40 anos, uma
média anual no período de 12,2%, a cidade assistiu ao longo deste tempo o
surgimento de favelas e bairros periféricos sem infraestrutura, demandando
serviços públicos em todas as áreas, inclusive aquelas fora de suas obrigações
constitucionais, para onde também direcionou recursos.
O Hospital Público Municipal, construído e mantido com
recursos próprios, atende, anualmente, cerca de 100 mil pacientes de toda a
região, além de receber a maioria dos acidentados da mortífera BR 101 num longo
trecho de sua extensão regional. Na educação superior, fez convênios com
universidades, construiu um complexo universitário e implantou uma universidade
municipal, também mantidos pelo orçamento local.
Agora, estes serviços correm o risco de serem degradados ou
paralisados para que o Município possa continuar arcando com o que é de sua
competência, como por exemplo, a educação básica que historicamente demandou
uma média anual de 3 mil novas vagas nas escolas e creches do Município.
Com a múltipla crise que se apresenta, a Cidade observa,
impassível, as empresas do ramo offshore fecharem suas portas, os empresários e
suas famílias irem embora, e a permanência de graves problemas sociais como o
desemprego, altos índices de violência e gravidez na adolescência, tráfico de
drogas, déficit habitacional, dentre outros.
É certo que a infraestrutura operacional da produção da
Bacia de Campos será mantida, afinal, ainda produz cerca de 80% de toda a
produção nacional de Petróleo, e é o que de fato a Petrobras tem de melhor. Outra
certeza é que a exploração do Pré-sal ficou muito mais distante do que já era
quando propalada como a redenção nacional de todos os tempos, apesar de alguns
poços já estarem produzindo.
Provável mesmo é que este petróleo situado a
profundidades de 5 a 7 mil metros abaixo da lâmina d’água, fique por lá mesmo.
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Um céu em festa para Dona Maria Klonovska
O falecimento da artista plástica macaense Dona Maria
Klonovska no último dia 29 de maio, me provocou profundas reflexões sobre sua
vida e obra, reavivando também a memória das poucas e inesquecíveis conversas
que tivemos. Mas um episódio em especial me marcou profundamente. Foi quando,
juntos, passamos um sufoco na condição de jurados de um concurso de desenhos de
alunos da rede municipal num ano que não mais me recordo, mas que Dona Maria
saberia situar no tempo, pois tinha memória de tudo o que tinha vivido.
Ao chegarmos no auditório da Câmara de Vereadores, onde se
daria as avaliações dos trabalhos, ficamos pasmos ao perceber que chegavam
montes de pacotes com os tais desenhos. Simplesmente era um concurso que envolvia
os alunos de toda a rede municipal de ensino, o que gerou nada menos do que 3
mil desenhos.
Sincera e espontânea que era, Dona Maria logo se levantou
protestando contra a hercúlea tarefa, que tinha que olhar um por um ... que
demandaria muito tempo ... que ela não tinha idade pra aquilo...
Diante da insistência das professoras que também se
ofereceram para ajudar no processo de avaliação, Dona Maria aceitou a árdua
missão, desde que houvesse uma filtragem prévia dos desenhos.
Reduzidos os pacotes, mesmo assim, ainda muitos, Dona Maria
logo percebeu que a grande maioria dos desenhos tinha sido feito pela mãe, pai
ou outra pessoa, pois o concurso envolvia premiação e tudo indicava que a
grande maioria tinha trapaceado para conquistar o tal prêmio.
Mesmo correndo o risco de ser injusta com algum aluno que
poderia ter a habilidade de desenhar, Dona Maria pôs-se a avaliar os desenhos
com profundidade, separando aqueles que julgava ter sido feito pela mãe do
aluno. Foi impressionante como detectava traços e sinais, a maioria nem tão
evidentes que só ela percebia, e que denunciava a autoria adulta.
Separadas as falsificações, mesmo assim, passamos a tarde
toda vendo, eliminando e escolhendo desenhos. Exaustos, fomos embora, rindo às
gargalhadas com a esdrúxula situação
vivida. Ao deixá-la em casa ela disse traumatizada: “nunca mais vou ser jurada
de coisa nenhuma”. E assim foi. Não se tem notícia de que tenha participado de
evento similar, desde então.
E pra mim, leigo nas artes plásticas, foi uma bênção, apesar
de todo o esforço. Naquele dia, olhando
desenhos de crianças, ela me ensinou a olhar para uma obra de arte, pois quando
analisava os desenhos, me explicava e mostrava o que precisava ser visto.
Um céu de pipas e
bandeirolas coloridas
E agora, olhando para um quadro de Dona Maria que tenho na
parede, e me recordando de vários outros quadros e tapeçarias que já tinha
visto no ateliê dela, em casas de amigos e nas exposições públicas, me veio a
idéia de que ela passou a vida construindo o próprio paraíso, e que certamente
é o lugar onde ela deve estar agora.
Um céu floresta com borboletas, cascatas, flores e
passarinhos. Um céu em festa e cheio de cores, com boi bumbá, flauta, acordeon
e pandeiro, quadrilhas de São João, bandeirolas, pipa e balão, bailarinas rodopiantes
sobre nuvens de luz, e saias rodadas
girando num pé de vento colorido.
Na vida, a alma expande enquanto o corpo diminui.
Quando
chega a hora, transbordamos ...
Com
certeza, Dona Maria Klonovska está em festa no paraíso que sempre desejou alcançar
e que detalhadamente construiu com pincéis e agulhas de tricô.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Um Porto nem tão seguro assim
Reunião Commads de 14 de Janeiro de 2014
A Audiência Pública para a apresentação do Relatório de
Impacto Ambiental (Rima) do processo de licenciamento do Terminal Logístico de
Macaé – Terlom, na Praia do Barreto, ocorrida no dia 15 de Janeiro, trouxe à
tona não apenas as graves deficiências nos estudos realizados, apontadas por
diversos participantes, mas também, e principalmente, estratégias equivocadas
adotadas pelo empreendedor e pela empresa contratada.
Estas deficiências já
haviam sido realçadas no dia anterior à Audiência Pública durante reunião do Conselho
Municipal de Meio Ambiente, quando a mesma apresentação foi feita para
conselheiros e interessados. Na oportunidade fiz alguns questionamentos,
repetidos na Audiência e que resumo a seguir:
1) Falta de detalhamento ou maior
aprofundamento sobre as ações de contrapartidas propostas; 2) Falta de
propostas mais consistentes para eliminação ou minimização de impactos sobre a
fauna. As propostas de monitoramento das espécies, dentre elas, as Toninhas,
são insuficientes e só servem para encher planilhas; 3) Beira ao ridículo
propor seminários e ações de educação ambiental para o pescador, segmento mais
prejudicado com o empreendimento; 4) Irrisória geração de emprego; 5) Falta de
detalhamento dos alcances sociais e econômicos indiretos do projeto sobre os bairros
envolvidos; 6) Desconhecimento do fenômeno erosivo que na década de 90, afetou
as praias dos Cavaleiros, Pecado, do Arquipélago de Santana em prejuízo de seus
sambaquis milenares, e que suprimiu o Pontal, colocando em risco a rua da Praia
e o centro da cidade. Estudos indicaram que o fenômeno foi causado pela
retirada de areia no bairro Lagomar.
Além destas, muitas outras questões surgiram sem respostas
convincentes, como o real alcance de sedimentos revolvidos por processos de
dragagem, aparentemente muito maior do que o previsto; escassez de água; área de influência direta considerada muito
reduzida; excessiva proximidade com o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba,
em especial da Lagoa de mesmo nome, sem a pormenorização dos riscos a que se
exporá; nenhuma referência ao patrimônio arqueológico existente na área de
influência direta do empreendimento; impactos na mobilidade urbana; e muitas
outras questões que ficaram sem respostas.
Uma questão, entretanto, considero como chave para obter a
compreensão dos fatores que motivaram a preparação de estudo tão superficial e
incompleto neste processo de licenciamento: um erro gravíssimo no processo
participativo. Em resposta à pergunta que formulei sobre as instituições e
pessoas que haviam sido consultadas no processo de licenciamento, ouvimos uma
longa e enfadonha resposta sobre as metodologias empregadas, consultas a lideranças
locais e associações, tudo muito interessante, mas infelizmente limitada aos
bairros situados no entorno do empreendimento.
Lamentavelmente, por definir uma área limitada e irreal para
os efeitos da influência direta do empreendimento sobre o meio ambiente e a
sociedade, não se estenderam para além dos limites destes bairros. Ou seja, ignoraram
solenemente a existência dos segmentos mais críticos da sociedade,
representantes de instituições especializadas, fóruns constituídos, experts e o
próprio movimento ambiental da cidade, possuidor de vasto currículo no ativismo
local e regional.
Todos estes ingredientes, misturados, resultaram numa
espécie de comoção e desconfiança crônica destes segmentos excluídos, somado,
ainda, à intempestiva convocação de uma audiência pública, deixando pouco tempo
para o aprofundamento nos estudos apresentados. E daí aconteceu tudo o que se presenciou
nas reuniões sobre o assunto e o que se formou e vem crescendo nas redes
sociais.
Erraram ao tentar minimizar os impactos, ao evitar a
sociedade civil organizada, e ao tentar “entubar” o processo, se esquecendo do
histórico de lutas e vitórias ambientais já conquistadas nesta cidade. Nem na
década de 1980, com legislação ambiental frágil, conseguiram “entubar”
empreendimentos goela abaixo, a exemplo do movimento “Xô! Monobóia!” e “Fora
Pólo Petroquímico!” que deram resposta rápida e eficiente às tentativas de vender
gato por lebre em nossa cidade.
Um pena, que tudo isso tenha acontecido no século XXI, em
pleno início do IIIº Milênio, quando já está claro a necessidade de projetos
ambiental e socialmente sustentáveis, quando já se sabe de cor e salteado que
os processos participativos devem ser amplos, irrestritos e, acima de tudo,
autênticos; e que qualquer coisa que tente contornar estes princípios,
representa retrocesso dos valores que fundamentam a verdadeira democracia apoiada na ação cidadã e protagonismo ativo da
sociedade nas questões que lhe dizem respeito.
Com os estudos que foram apresentados, “XÔ, Porto!”. Se, ao
contrário, convocarem uma nova Audiência Pública contemplando os
questionamentos feitos pela sociedade, “Talvez, Porto!” com o velho e
preventivo “pé atrás!”, porque afinal de contas não convivemos há 30 anos com a
indústria do petróleo sem que algum conhecimento sobre os impactos desta
atividade, tenhamos acumulado.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Debate sobre produção de mudas nativas reúne técnicos em evento da Agenda 21
Transformar o município de Macaé num grande produtor de
mudas nativas de Mata Atlântica capacitando e oferecendo as condições
necessárias ao pequeno produtor rural, é o objetivo das articulações que o
Fórum Permanente da Agenda 21 vem promovendo junto a diversas instituições
públicas.
O tema foi debatido em
profundidade na última terça-feira, dia 29, no evento “Oficinas para a
Sustentabilidade” que reuniu técnicos e
especialistas das áreas ambiental, agrícola, econômica e do meio acadêmico.
As principais discussões giraram em torno de
algumas questões apontadas pelo Diagnóstico de Produção de Mudas Nativas no
Estado do Rio de Janeiro, feito pelo INEA em 2010. O estudo evidencia a baixa
produtividade dos poucos viveiros existentes no Estado, a centralização da
produção no setor público, e a falta de ações coordenadas para estruturar o
arranjo produtivo da atividade.
Após cerca de duas horas de debate, a maioria dos
participantes concordaram com a necessidade do desenvolvimento de um modelo de fomento
e negócios para a exploração deste mercado potencial em favor do pequeno
produtor rural. Ao final do evento foi constituído um grupo técnico de trabalho
para
aprofundar o tema e dar forma e viabilidade à proposição.
Participaram do evento representantes da Emater, Inea, Comitê
da Bacia Hidrográfica do rio Macaé e das Ostras, coordenações dos hortos florestais de
Santa Maria Madalena e Trajano de Moraes, UFF, UFRJ, secretarias municipais de Ambiente, Interior,
Trabalho e Renda, Guarda Ambiental, Câmara Permanente de Gestão, Fundo
Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social – Fumdec, Gabinete da vice-Prefeitura, Teia de Sustentabilidade, Instituto e
Revista Visão Socioambental, Associação de Moradores da Granja dos Cavaleiros, Conselho
Municipal do Idoso, Conselho Municipal de Meio Ambiente e Centro de Promoção Criança do Amanhã
Mais informações pelo tel.: (22) 2796.1144 ou pelo
blog agenda21macaeblogspot.com.br
domingo, 29 de setembro de 2013
Agenda 21 discute projetos para a sustentabilidade
O Fórum Permanente da Agenda 21 Macaé promoveu na última
segunda-feira (30.09) a primeira de uma série de oficinas sobre projetos para a
sustentabilidade e relacionados à economia verde em Macaé. O evento, que aconteceu no auditório do
Edifício Ouro Negro reunindo dezenas de instituições membros do Fórum, abre uma
série de discussões visando elaborar um conjunto de propostas destinadas à
revisão do Plano Diretor Municipal, prevista para o ano que vem, assim como para
subsidiar o governo e os conselhos municipais com idéias e projetos para a
sustentabilidade.
Dentre os vários assuntos discutidos na Oficina,
destacaram-se alguns como a arborização da cidade e o sistema de contrapartidas
para corte de árvores através de doação de mudas, indicando para um
aperfeiçoamento da lei de arborização que regula o tema.
Outra questão importante debatida na Oficina foi a
necessidade do Município adotar uma política para lidar com o intenso processo
migratório que atinge a cidade. Foram indicadas algumas ações como a instalação
de um centro de recepção aos visitantes na rodoviária; a estruturação de uma
equipe de pronta ação com prontidão permanente para desfazimento de construções
irregulares em áreas de risco e de preservação permanente, tão logo surjam e
sejam denunciadas; integração das forças
de fiscalização ambiental atuantes nos
limites municipais; e campanhas educativas
para ajuste de condutas direcionadas às lojas de matérias de construção,
imobiliárias, cartórios e empresas de transportes intermunicipais.
A Oficina debateu, ainda, a necessidade de uma política
cultural para valorização e integração das diversas culturas existentes na
cidade, através de campanhas de
comunicação e feiras populares de gastronomia regional, artesanato e outras expressões culturais dos diversos
estados do país representados na população macaense.
A mobilidade urbana foi outro tema levantado pela oficina
promovida pela Agenda 21 discutindo diversas alternativas como prédios garagem,
ciclovias, calçadas, extensão do calçadão, campanhas para carona e rodízio, VLT,
auto-suficiência de serviços nos bairros para redução da necessidade de
mobilidade por parte da população, e a consideração do impacto no trânsito para
licenciamento de novas atividades.
Energias alternativas,
construção civil sustentável, controle da eficiência energética, emissão de
carbono e demais pegadas ecológicas, revitalização da Bacia do rio Macaé,
Pagamento por Serviços ambientais (PSA), práticas agrícolas sustentáveis,
zoneamento ambiental, foram outros dentre os diversos temas tratados nesta
primeira Oficina da Agenda 21.
Segundo a coordenação da Agenda
21, todas as propostas apresentadas e sugeridas pelos componentes do Fórum durante
a Oficina, serão reunidas para a formação de um texto base que voltará a ser
discutido num próximo evento. A
participação popular é prevista através do envio de idéias e propostas para o
email agenda21macae@gmail.com. O texto com
todas as propostas discutidas estarão disponíveis em agenda21macae@blogspot.com.br,
a partir da próxima semana, sendo atualizado a cada oficina.
No dia 29 de outubro o Fórum
Permanente da Agenda 21 Macaé volta a se reunir no auditório do Ouro Negro para,
desta vez, debater sobre a implantação
da cadeia produtiva de mudas nativas de Mata Atlântica para a revitalização da
Bacia do rio Macaé.
Mais informações poderão ser obtidas através do tel. 2796.1144.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Unimed multada por desmatamento na Linha Verde, em Macaé
Não começou bem os preparativos para o início das obras do
novo Hospital da Unimed às margens da Linha Verde, em Macaé, na altura do Bairro
da Glória. Autorizada pela Secretaria
Municipal do Ambiente a “limpar” o terreno com a extração de diversas espécies de
árvores, mediante o pagamento de contrapartidas ambientais , a empreiteira contratada
pela renomada empresa de Saúde privada, também cortou 22 mangueiras que compõem
a alameda de mangueiras da Linha Verde.
Acionada, a fiscalização ambiental
dirigiu-se ao local, constatou o desmatamento, e aplicou multa à Unimed no
valor de 20 mil URMs, o equivalente a cerca de R$ 50 mil.
A infração foi denunciada pela Agenda 21 que entrou em
contato com o setor de Paisagismo da Secretaria do Ambiente no dia 31 de julho,
quarta-feira, e se certificou de que não havia autorização para a supressão das
mangueiras. Na sexta, dia 2 de agosto,
aquele trecho da linha Verde já amanheceu sem as mangueiras.
No processo de solicitação de licenciamento para a supressão
vegetal da área, foi negado, por parte da Sema, o pedido feito pela Unimed para
que também fossem suprimidas as mangueiras em toda a extensão de seu terreno. A empresa infratora alega descuido e
desinformação por parte dos trabalhadores que operavam as máquinas.
Apesar
dessa alegação, o operador da máquina que derrubou as mangueiras disse à
fiscalização que todas as árvores que deveriam ser suprimidas estavam devidamente
marcadas.
A autuação foi feita sob a alegação de descumprimento da condicionante
ambiental do licenciamento concedido, devendo a empresa pagar a multa
estipulada e recompor a área na forma original, ou seja, replantando as
mangueiras subtraídas no mesmo tamanho em que foram cortadas.
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